sábado, 10 de setembro de 2016

Origens da Escravidão

De madrugada, quase ao momento pleno e místico das noites, com um café delicioso, uma mente inquieta e uma conexão com wi-fi, nasceu este diário. No mesmo dia do Atentado às Torres Gêmeas, senti que era hora de dar vida ao projeto que em mim desenvolvia-se desde o momento que recebi a sugestão de um livro de filosofia do ensino médio.

A proposta era clara: ser desafiada e escrever sobre isso, refletindo e aumentando o autoconhecimento. De consequência, a habilidade de escrita. Após a apresentação de um grande pensador e sua linha de raciocínio extraordinária, era lançada uma provocação ao leitor. Este que, como é de fácil compreensão, não pôde evitar ficar calado e aceitou de punho e bom grado o que lhe era sugerido.

Ademais, esse diário retorna com a singela busca pela compreensão do subconsciente para compreender o eu. Sonhos serão finalmente decifrados a partir de uma análise, que me permitirão acessar o essencial. 

Houve quem disse que o homem vivia em um mundo de tentações e ponderamento, onde era colocado entre opções que influentemente lhe moldavam para o seu bel prazer e autodestruição. A vida é feita de várias escolhas, e estamos envoltos de uma tentação maldita para tudo. Kant, em relação à liberdade, dizia que quem era livre para fazer o que quiser na verdade não era livre, e sim escravo de suas vontades. A nossa liberdade depende de sermos livres de quem somos e do que queremos, mas, além de sermos viciados em ser nós mesmos, há um tópico mais libertador para os indignados - os ousados acreditam que a escravidão é de seu sub-consciente.

Freud confirma e prova em seus anos de estudo que sim, é o sub quem manda na casa e te forma e deforma. Então, nas questões mais superficiais e óbvias até as mais extremas, vivemos em uma escravidão ditatorial, nunca além das algemas que nos prende. A questão que te ofereço, leitor, para que possa responder e que me move para continuar experimentando e anotando aqui, é a seguinte: conseguiremos, sim, ser livres? Se não da sociedade, das tentações, da carne, conseguiremos ser nossos e senhores da nossa própria história, própria vida?

Peço humildemente que questionem-se. Que respeitem meus erros constantes e que os apontem, auxiliando o amadurecimento de ambos e fazendo com que eu encontre um caminho certo nesta jornada que provavelmente irá ter um final bastante surpreendente - independente se será bom ou ruim, continuará sendo infinitamente interessante.

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